Prefácio de Ricardo Cardoso:
(Professor)
Este livro não foi fabricado
E, como lenda surgida sem querer,
Não tem nada de encomendado.
Veio pra nos fazer entender
Que a tradição é nossa verdade
E o engenho é espontaneidade.
Os provérbios são sentenças e avisos de juízes anónimos, reflexos dos dias passados, de hoje e até do amanhã, como máquinas do tempo que transportam a sabedoria dos nossos avós até aos nossos corações e à nossa razão, e que também servem como bússola para o futuro.
Do velho também se faz novo, e prova disso está neste livro, que faz de relíquias do passado algo novo, vibrante e tão espontâneo como os sorrisos que provocará naqueles que ousarem cantar estes versos. São páginas cheias de música para a alma, composta de lições, brincadeiras e reflexos de nós. Um livro para ler mil vezes e que a cada vez se poderá transformar numa coisa nova: uma janela para os sentimentos, uma caixa para memórias, um comprimido para rir… e sabe-se lá mais o quê!
Para rir e para pensar, antes de dormir ou para fazer sonhar, que estes poemas sejam, para pequenos e graúdos, a lição tão bonita de que a perfeição não existe e de que todo o caminho se faz olhando para a frente, mas aprendendo e respeitando o que ficou para trás.



